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Jujutsu – sem peso

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Disciplina também conserva o raciocínio rápido e uma tomada de medidas imediata

A origem do Jujutsu se perde no tempo e nem por isso deixa de ter sua precisão. Esta disciplina foi usada por muitos anos e esteve ligada ao exército japonês até a 2ª Guerra Mundial.

O Jujutsu tradicional é ensinado em Escolas que têm uma abordagem conservadora (Koryu), para que possam perpetuar os estudos em toda sua originalidade. Este modelo clássico praticado dentro do Bugei (Arte da Guerra) traz à tona a forma real de combate, a qual é denominada Kakuto no Bujutsu.

E assim como em outras técnicas, o emprego do hara nas formas de confronto do Jujutsu é muito importante, pois “é responsável pela produção do centro de equilíbrio e energia que sustenta e possibilita movimentos bruscos de tração e torção”. O equilíbrio também é favorecido pela boa postura que nos leva a ter o hara bem posicionado.

Leva-se em conta que o Jujutsu não é um esporte, mas uma forma de desenvolvimento pessoal, da arte, corpo e espírito. Para quem vê ‘de fora’ um treino, supõe que é uma técnica agressiva. Todavia, não há agressão no jutsu (arte) e o que com certeza pode haver, é um pensamento que contextualiza e define o que a pessoa enxerga. Violência e agressividade são duas coisas distintas e que bem salientadas podem mostrar como é de fato o espírito do Jujutsu.

Eu, em meus quase 1,70m de altura vejo esta disciplina com uma engenhosidade impressionante. Analisando a situação a qual uma pessoa magra e fraca se confronta com alguém de maior envergadura é possível dizer que se a primeira possuir certo grau de conhecimento e domínio de suas funções orgânicas consiga contornar a disparidade e resolver o embate. Claro que o Jujutsu não é a solução para a Paz Mundial, muito menos para a segurança do indivíduo contemporâneo, mas é uma maneira visível de se aprender como funciona o corpo e suas energias de modo que a pessoa passa a entender muito do que até então não enxergava.

O Jujutsu também conserva o raciocínio rápido e uma tomada de medidas imediata. O que não vem da noite para o dia, já que encontrar o tempo exato durante um ataque sempre será sinônimo de experiência e treinamento.

"O Koryu seiteigata do Jujutsu praticado no Bugei até a graduação de Chuden, é constituído de dez seqüências de dez movimentos. Ou seja, até shoden é treinado em Tachi no Gikkō do ‘Ippon me’ (primeira forma) até o ‘Gohon me’ (quinta forma), e no Chuden ela se estende igualmente. Cada seqüência se caracteriza por uma definição de técnicas conglomeradas entre Tachi no Gikkō e katame no Gikkō contra um só adversário".

Referências:

AUGUSTO, Jordan. O Hara no Jujutsu. [on-line] Disponível na Internet via http://www.bugei.com.br/news/index.asp?id=538

AUGUSTO, Jordan. Jujutsu – Uma violenta arma de guerra. [on-line] Disponível na Internet via http://www.bugei.com.br/news/index.asp?id=1100

AUGUSTO, Jordan. Jujutsu – O poder de tração!... Mas cuidado!!! [on-line] Disponível na Internet via http://www.bugei.com.br/news/index.asp?id=1199

JUJUTSU E KOBUJUTSU, UNIÃO PORTUGUESA DE. Origens e Definição. [on-line] Disponível na Internet via http://upjk.wordpress.com/

Última atualização em Sáb, 06 de Fevereiro de 2010 08:03  

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"Mestres afirmam que que o Aikijujutsu originou-se da arte da espada, o Kenjutsu. Quando nas batalhas não havia outras soluções para a defesa que não o conceito do Sukima (vazio). O Sukima representa um fundamento básico do Aikijujutsu, e simboliza fazer com que um adversário (inicialmente portando a espada Katana) não consiga atingir seu objetivo, apenas usando os conceitos dos quatro elementos, água, fogo, ar e terra. A partir deste princípio surgiu o primeiro movimento que hoje constituí o Aikijujutsu".